TMI – Dry Needling

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O Agulhamento Seco é uma técnica caracterizada pela inserção de uma agulha filamentar sólida, sem medicação, através da pele, para tratar várias disfunções, incluindo – mas não se limitando – a dor miofacial, o recrutamento muscular, o controle da dor musculoesquelética em geral, regeneração e recuperação de tecidos lesados e até mesmo quadros álgicos articulares. O Instituto Coluna Vertebral, através do Dr. Pablo Dias, introduziu no Brasil o conceito de Terapia Manual/Manipulativa Intra-muscular, para a prática clinica do Dry Needling. O agulhamento seco inicialmente era praticado como uma variação de uma técnica da acupuntura, de forma equivocada, porém a partir de 2012 o conceito de agulhamento seco, como um segmento da terapia manipulativa, ganhou força no Brasil. Com a fundação da ANAFIQ e da ABRANEEDLING, este conceito se consolidou ganhando ainda mais força com a elaboração do acordão de regulamentação do agulhamento seco junto ao COFFITO, que contou com a participação ativa destas entidades e de Dr. Pablo, um dos principais elaboradores do acordão de regulamentação desta técnica.

O COFFITO, por meio do Acórdão nº 481, considerou o fisioterapeuta apto à utilização de Dry Needling, também conhecido como Agulhamento Seco ou Agulhamento a Seco. Para o colegiado do Conselho Federal, a técnica pode ser considerada como um segmento das áreas da Fisioterapia Manual, Musculoesquelética e Manipulativa e, portanto, de interesse dos profissionais. Entre os principais objetivos da regulamentação está a proteção da sociedade e, para cumprir essa missão, o Acórdão traz orientações ao profissional quanto à formação mínima de 30 horas. Além disso, 50% dessa formação deve conter prática supervisionada.
Fisioterapeutas utilizam o Agulhamento Seco com o objetivo de liberar/inativar os pontos-gatilhos e diminuir a dor musculoesquelética, neuropática e articular. A pesquisa preliminar apoia que o Agulhamento Seco auxilia no controle da dor, reduz a tensão muscular, normaliza a disfunção bioquímica e elétrica de placas motoras, facilitando um retorno acelerado da função.
Na formação básica, credenciada a ABRANEEDLING, além do agulhamento baseado no modelo trigger point, inicialmente proposto por Janet Travel, oferecemos princípuis da história e da fisiologia da técnica, com fundamentos do modelo regenerativo e principalmente neuropático, de Chang Gun, com enfoque atualizado e contemporâneo, que permite uma ampla atuação nas especialidades traumato-ortopédicas e manipulativas .
O emprego de um raciocínio clínico, associando a prática clínica do Dry Needling, com o diagnóstico clínico funcional, que equlíbra informações da experiência clínica de mais de um milhão de agulhamentos .
Protocolos inéditos de tratamento neuropático e regenerativo associado a eletroestimulação intramuscular: Hérnia discal, sacroileíte, ciatalgia, do quadril e da coluna, cinesiopatologia articular e disfunções miotendíneas, osteoartrite, síndrome do túnel carpal, tendinite bicipital, de Quervain, lesões de manguito rotador, capsulite adesiva, gonioartrose, bursite subtrocantérica, fascite plantar, neuroma de Morton, entorse aguda e crônica, fratura, supracondiliana, epicondilite lateral e medial, protocolo global de joelho,com variantes em LCM e LCL, lesões patelares, abordagem em rupturas miotendíneas e muito mais…
Único curso com protocolo neuropático de Dry Needling e Eletro Dry Needling.
Professores credenciados:
Instrutores oficiais, do Instituto Coluna Vertebral devidamente credenciados a ABRANEEDLING e ANAFIQ:
Dr. Pablo Dias. Especialista em Traumato-ortopedia e também Quiropraxia pelo COFFITO. Diplomação Master pela ANAFIQ em Quiropraxia e em Dry Needling pela ABRANEEDLING.
Dr. Juliano Romani. Especialista em Quiropraxia e Acupuntura pelo COFFITO e ANAFIQ. Diplomação Clínica em Dry Needling pela ABRANEEDLING. Diplomado em Fisioterapia Manipulativa pela ANAFIQ.
Dra. Lisiane Delinski. Especialista em Quiropraxia pelo COFFITO e ANAFIQ. Membro Titular em Dry Needling pela ABRANEEDLING. Diplomada em Fisioterapia Manipulativa pela ANAFIQ. Formação em diversas técnicas de terapia manual australiana.
Atendimento em todo Brasil:
tel: (51) 9 9559-8930
e-mail: icv@sbrto.com.br
TERAPIA MANIPULATIVA INTRA-MUSCULAR
Leia mais sobre Dry Needling , conforme o conceito da ABRANEEDLING
“O Dry Needling é um excelente recurso na diminuição e até mesmo na cura de dores musculares, podendo ser aplicado em combinações com outras terapias ou mesmo como uma terapia isolada e única”.
Conceito de Agulhamento Seco ou Dry Needling
O Dry Needling é definido internacionalmente como Terapia Manipulativa ou Manual Intramuscular. É uma técnica bastante comum na Fisioterapia Manipulativa Ortopédica, que foi desenvolvida por Janet Travel, que realizou seus primeiros ensaios clínicos no tratamento de pontos gatilhos, manipulando nodos musculares em áreas tensas, com agulhas hipodérmicas sem nenhuma relação com a acupuntura, sendo primeiramente estabeleceu o termo Dry Needling ou agulhamento seco. Muitos outros pesquisadores realizaram estudos posteriores, como Karel Lewit e C.Chang Gunn, incorporando elementos e influências. Dr. Chang escreveu vários artigos além do livro: The Gunn Aproach to The Treatment of Chronic Pain estabeleceu o uso de agulhas de acupuntura , porém em sua obra deixou claramente figuradas as distinções de seu método, caracterizando-o como estimulação Intramuscular (EIM) e não como acupuntura a despeito das diferenças na avaliação e na metodologia de tratamento. Atualmente em consensos internacionais o agulhamento seco é referido como um método pertencente ao universo dos especialistas na área manipulativa musculoesquelética e por isso nominado como em português Terapia Manipulativa/Manual Intramuscular (TMI).
Uma variedade de problemas músculo-esqueléticos, incluindo, mas não limitados a: lesões crônicas/agudas, dores de cabeça, pescoço, dores na coluna, tendinites, espasmos musculares, “dor ciática”, dor no quadril, joelho, tensões musculares, fibromialgia, cotovelo de Golfista , lesões por overuse, etc . Há poucos efeitos colaterais, e podem variar entre os indivíduos. Normalmente, apenas leve dor muscular ou hematoma na pele.
Dry Needling envolve a inserção de uma agulha para estimular o processo de cicatrização de tecidos moles (“Trigger points” musculares, fáscias, tendões e ligamentos, etc), resultando em alívio da dor e restauração da fisiologia saudável. O paciente também pode sentir uma reprodução de “sua” dor, que é um indicador de diagnóstico útil para o terapeuta diagnosticar a causa dos sintomas dos pacientes. Os pacientes logo aprendem a reconhecer e aceitar até mesmo essa sensação, uma vez que resulta na desativação do Trigger Point, reduzindo a dor e restaurando a função do comprimento normal do músculo envolvido.A agulha utilizada é muito fina e algumas pessoas nem sequer a sentem penetrar na pele. Em um músculo saudável, sente-se pouco desconforto com a inserção da agulha. No entanto, se o músculo é sensível e encurtado ou há Trigger Points ativos dentro dele, o indivíduo vai sentir uma sensação como uma cãibra muscular – “a resposta de contração” ou LTR, ( Local Twitch Response).
Um trigger point miofascial é um ponto com hiperirritabilidade e hiperatividade no músculo esquelético que está associado com um nódulo palpável hipersensível. Esta área se torna dolorosa no local e também pode “irradiar” em padrões previsíveis
Esta é uma técnica fisioterapêutica que está se disseminando rapidamente pela sua eficácia e resolutividade. No Brasil ainda é pouco conhecida, mas está ganhando cada vez mais adeptos no Brasil.
Dra. Janet Travel, que é conhecida como a “mãe do conhecimento sobre Trigger Point Miofascial”, nos Estados Unidos, originalmente começou os seus estudos e prática clínica desta técnica que ela mesma nominou como “Dry Needling”, utilizando agulhas hipodérmicas no tratamento de Trigger Points, sem nenhuma analogia à Acupuntura ou a MTC (Medicina Tradicional Chinesa). Somente com o passar do tempo outros pesquisadores passaram a realizar esta analogia. Inicialmente o Dry Needling foi utilizado unicamente no tratamento de Trigger Points, no entanto considerando os mais recentes estudos se observa-se que existem resultados consistentes no controle da dor musculoesquelética, não somente miofascial. Além disso o Dry Needling pode ser utilizado associado a eletroterapia podendo alcançar níveis ainda mais efetivos de analgesia para disfunções musculoesqueléticas. Desde então muitos Fisioterapeutas os Estados Unidos e na Europa passaram a realizar estudos clínicos e programas especiais de qualificação na técnica de Dry Needling, que vem sendo cada vez mais utilizada entre os fisioterapeutas em todo mundo, ganhando reconhecimento clínico e científico internacional à partir de diversas publicações respeitáveis em revistas especializadas na área musculoesquelética.
“O Dry Needling pode ser superficial ou profundo tendo aplicação a uma variada lista de disfunções musculoesqueléticas, com aplicação sobre tecido muscular, conjuntivo em neuralgias e controle da dor articular.”
Modelo Trigger Point
Dry Needling miofascial, se caracteriza na inserção de uma agulha no filamento do músculo na região de um “Trigger Point ‘. O objetivo do Dry Needling é conseguir uma resposta de contração local para liberar a tensão e dores musculares. Dry Needling é um tratamento eficaz para a dor crônica de origem neuropática com muito poucos efeitos colaterais.Esta técnica é inigualável em encontrar e eliminar a disfunção neuromuscular que leva à dor e déficits funcionais.
Os objetivos e filosofia por trás do uso de Dry Needling por fisioterapeutas não é baseado em teorias antigas ou princípios da medicina tradicional chinesa. O desempenho do Dry Needling moderno por fisioterapeutas é baseado em neuroanatomia ocidental e estudo científico moderno dos sistemas músculo-esquelético e nervoso. Tanto o Dry Needling quanto a acupuntura, no entanto, usam a mesma ferramenta, uma agulha.